No dia 12 de março, a Universidade Técnica de Moçambique (UDM) promoveu mais uma edição do Atelier Filosófico, trazendo à reflexão o tema “𝐀 𝐉𝐮𝐬𝐭𝐢𝐜̧𝐚 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐂𝐨𝐬𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐝𝐚 𝐒𝐨𝐜𝐢𝐞𝐝𝐚𝐝𝐞”. O evento contou com a participação do filósofo (UEM) 𝐀𝐳𝐞𝐯𝐞𝐝𝐨 𝐉𝐚𝐜𝐢𝐧𝐭𝐨 𝐖𝐢𝐭𝐧𝐞𝐬𝐬, que destacou a necessidade urgente da 𝐜𝐨𝐧𝐯𝐞𝐫𝐬𝐚̃𝐨 𝐝𝐨 𝐡𝐨𝐦𝐞𝐦 𝐚𝐜𝐭𝐮𝐚𝐥. Segundo ele, vivemos em uma sociedade marcada pelo egoísmo, onde a verdadeira justiça só será alcançada quando cada indivíduo se tornar um 𝐚𝐠𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐚 𝐣𝐮𝐬𝐭𝐢𝐜̧𝐚, um “𝐡𝐨𝐦𝐞𝐦 𝐜𝐨𝐬𝐭𝐮𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨”, capaz de construir uma sociedade harmônica e bem alinhada.
Witness frisou ainda que não há justiça sem o 𝐦𝐢́𝐧𝐢𝐦𝐨 𝐣𝐮𝐬𝐭𝐨 𝐞𝐱𝐢𝐬𝐭𝐞𝐧𝐜𝐢𝐚𝐥, que inclui o acesso a alimentação, habitação, saúde e educação. Dentre esses pilares, ressaltou que a 𝐞𝐝𝐮𝐜𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 é a chave para o sucesso de um país, sendo o principal instrumento para a construção de uma sociedade justa e equitativa.
O Magnífico Reitor da UDM, 𝐏𝐫𝐨𝐟𝐞𝐬𝐬𝐨𝐫 𝐂𝐚𝐭𝐞𝐝𝐫𝐚́𝐭𝐢𝐜𝐨 𝐒𝐞𝐯𝐞𝐫𝐢𝐧𝐨 𝐍𝐠𝐨𝐞𝐧𝐡𝐚, reforçou a ideia de que a justiça é uma busca contínua e dinâmica. O que ontem era considerado justo pode não ser mais hoje, exigindo uma reflexão constante da sociedade. Concordando com a visão da justiça como um acto de costura, comparou-a a uma equipe de futebol, onde o sucesso depende do esforço conjunto de todos. Assim, cada indivíduo tem um papel fundamental na construção de uma sociedade mais justa.
Durante o debate, os intervenientes destacaram ainda que a justiça deve começar em casa, sendo um princípio a ser cultivado no dia a dia. Foi enfatizado que cada pessoa deve ser justa consigo mesma para que a justiça se manifeste na colectividade.
O Atelier Filosófico reafirmou, assim, a importância da justiça como um processo de construção coletiva, onde cada cidadão, como um alfaiate social, contribui para a costura de uma sociedade mais equitativa e harmoniosa.

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